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Crise na Indústria

Nissan dá ultimato ao Japão

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A atual situação do Japão não é boa. Sua economia anda estagnada desde os anos noventa e, apesar de tentarem, não encontraram uma forma de crescer. Um dos motivos é o iene flutuante alto, o que provoca queda nas exportações das empresas multinacionais instaladas por lá. Como a Nissan.

Enquanto se prepara para instalar uma nova fábrica no Brasil, a Nissan já trabalha em formas de tentar contornar a alta do iene. Em contato com o primeiro-ministro do Japão, Carlos Ghosn, CEO da Nissan declarou que o iene, caso o  iene não venha a se estabilizar, não será possível manter muitos dos empregos gerados pela Nissan no Japão. O homem que levantou a Nissan e a tornou lucrativa novamente não medirá esforços para evitar que seus carros percam competitividade.


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Estoque da Mercedes-Benz aguenta 30 dias sem repassar o aumento do IPI

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O estoque da Mercedes-Benz irá durar apenas 30 dias, depois, a marca terá que repassar o aumento de 30 pontos percentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros importados. A companhia divulgou que está avaliando os impactos da medida nos 20 modelos comercializados no país. Os comerciais leves e caminhões, que têm produção local, não serão impactados.

“A Mercedes-Benz apoia medidas que possam estimular a produção nacional, a inovação e o fortalecimento da cadeia produtiva, o nível de emprego e o desenvolvimento de novas tecnologias”, afirmou a empresa em comunicado. “O efetivo estímulo à competitividade de produção e do mercado nacional pode acontecer sem elevação tributária.”

A marca não está nada animada com a projeção para suas vendas depois do aumento do IPI. A montadora afirma que o número de automóveis comercializados deve cair entre 30% e 50%. Até então, a montadora vendia cerca de 1.300 carros por mês. O mais procurado é o Mercedes Classe C, que custa 116.000 reais.

Foto | Marlos Vidal
Fonte | Quatro Rodas

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Saab pede proteção para evitar quebradeira

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Segundo a agência de notícias Reuters a fabricante Saab irá entrar com pedido de proteção judicial contra credores. A empresa foi salva da concordata no ano passado pela Spyker Cars NV, está passando por dificuldades para retomar a fabricação normal de veículos, pagar os empréstimos realizados anteriormente e saldar as dívidas que possui junto aos seus fornecedores.

A medida é para que se conceda mais tempo para tentar colocar a casa em ordem. Caso o parecer judicial seja positivo, a empresa pretende colocar em prática um plano de reestruturação corporativa.

A produção de automóveis vem passando por paralisações desde abril, depois que vários fornecedores que não receberam dinheiro da Saab decidiram interromper a distribuição de peças para a empresa. A marca afirma que assinou acordo com alguns credores, mas, ao mesmo tempo, admite que a produção de carros não deve ser retomada antes da próxima segunda-feira, 29 de agosto.

Foto | Saab/divulgação
Fonte | Quatro Rodas

General Motors volta a ser grande

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A General Motors recuperou a patente e voltou a ser grande novamente. A marca passou a Toyota no primeiro semestre deste ano. De acordo com a agência de notícias Bloomberg, as vendas da GM tiveram alta de 8,9% entre janeiro e junho de 2011, chegando a 4,53 milhões de veículos comercializados. A marca superou os 4,13 milhões de veículos vendidos pela vice-líder Volkswagen AG e as 3,71 milhões de unidades comercializadas pelo grupo Toyota, sendo que as vendas da marca japonesa incluem modelos da Toyota, Lexus, Daihatsu Motor Co. e Hino Motors Ltd.

A Toyota teve queda de 23% em sua produção no primeiro semestre, por conta dos terremoto que devastou o Japão em março. A empresa espera retomar o ritmo normal de produção por volta de setembro, um mês antes do prazo previsto inicialmente, de acordo com a própria marca.

Já a GM cresceu em função das boas vendas no segundo trimestre nos EUA, que atingiram a marca de 669.065 unidades. O Cruze foi o modelo mais vendido e a Silverado se manteve firme no segundo lugar entre as picapes, atrás apenas da linha F-Series, da Ford.

Foto | Chevrolet/divulgação
Fonte | Quatro Rodas

Toyota terá queda de 31% em seus lucros

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A lucratividade da Toyota no ano fiscal que termina em março de 2012 deverá apresentar uma queda de 31%, de acordo com a própria empresa. A projeção para o lucro líquido é de US$ 3,5 bilhões, o menor em dois anos e bem abaixo da estimativa feita por 21 analistas de mercado.

A marca doi prejudicada pela valorização do iene diante do dólar bem como pelo grande terremoto no Japão em março. Entretanto, a partir de julho, o fabricante prevê que terá condições de retomar o ritmo normal de produção, pelo menos no Japão.

Mas, os problemas ainda vão continuar em vários países impedindo que o volume de modelos produzidos fique longe do ideal. No Brasil, porém, a marca japonesa está com a programação da nova fábrica em Sorocaba (SP) bem adiantado e não apresenta problemas na produção do Corolla atualmente.

Foto | Toyota/divulgação
Fonte | Auto Esporte

Depois de 37 dias de greve fábrica da Volkswagen no Paraná volta a produzir

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Depois de 37 dias em greve, os fucionários da fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR) decidiram voltar ao trabalho amanhã (13). O fim da paralização, que afetou a produção de mais de 20 mil veículos, foi anunciado em assembleia realizada nessa sexta.

A exigência dos trabalhadores era uma Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 12 mil, com valor mínimo de R$ 6 mil na primeira parcela. Com o acordo, ficou acertado que os funcionários irão receber R$ 11,5 mil, com a primeira parcela a R$ 5,2 mil que será depositada na próxima semana – a montadora havia oferecido R$ 4,6 mil na primeira parcela, quando foi iniciada a greve. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, o prejuízo da fabricante chegou a R$ 1 bilhão.

Os efeitos da greve não foram pequenos. A marca deixou de produzir mais de 20 mil veículos Fox, Crossfox e Golf, e houve falta de unidades em diversas concessionárias por todo o país.

Fonte | Auto Esporte
Foto | Volkswagen/divulgação

Honda volta a produzir na fábrica de Sumaré (SP)

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Depois de quase um mês de paralisação, a fábrica da Honda situada em Sumaré (SP), retomou as atividades nesta semana. A filial brasileira estava parada desde o último dia 12 por causa de uma greve, realizada em resposta à demissão de aproximadamente 400 funcionários (veja aqui). A ação organizada pelos trabalhadores misturou-se a uma pausa na produção, programada pela própria empresa para ocorrer entre 23 de maio e 3 de junho. Nada menos que 11.500 veículos, dos modelos Civic, City e Fit, deixaram de sair das linhas de montagem durante o período.

A greve e a interrupção têm como causas: a falta de peças, provocada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em março e abalou os fornecedores locais. Com a produção comprometida, a unidade paulista anunciou paradas no processo de fabricação e cortes de pessoal, aos quais os trabalhadores reagiram.

A retomada das atividades é parte de um acordo firmado com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, no Tribunal Regional do Trabalho. A empresa manteve as demissões, mas concedeu benefícios aos ex-funcionários, como manutenção do plano de saúde por mais seis meses. Os que permaneceram terão estabilidade por 45 dias e não sofrerão descontos salariais pelo tempo de paralisação.

Foto | Honda/Divulgação
Fonte | Autos Segredos

Toyota paralizará fábricas para controlar falta de peças

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Os terremotos que assolaram o Japão em março ainda gera reações na indústria automotiva. Não bastasse a Honda ter demitido 400 funcionários pela falta de peças, a Toyota anunciou hoje que está adotando medidas para controlar a falta de componentes importados de sua terra natal para suas fábricas no Brasil e na Argentina.

Nesta sexta-feira (27), a unidade de Indaiatuba no interior de São Paulo, responsável pela produção do Corolla não funcionará, enquanto a unidade de Zárate, na Argentina, onde são fabricados a picape Hilux e o utilitário esportivo SW4, suspenderá suas atividades por dois dias, 17 e 24 de junho.

A Toyota garantiu que não haverá corte nas 7.100 pessoas que emprega nos dois países, mas não tomou nenhuma decisão a respeito do cronograma de produção para após o dia 30 de junho de 2011.

Fonte | Toyota

Honda demite funcionários na fábrica de Sumaré (SP)

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A Honda do Brasil divulgou a demissão de 400 funcionários da fábrica de Sumaré (SP). Segundo a marca, a decisão foi tomada devido à queda de produção na unidade paulista, que não está recebendo componentes vindos do Japão. Os fornecedores do país asiático tiveram as operações paralizadas devido ao terremoto seguido de tsunami que ocorreu em março.

Os cortes correspondem a 12% da força de trabalho da planta de Sumaré. Outros 800 funcionários estão ociosos e temem por novas demissões. A medida surtirá efeito na produção diária, que já foi de 600 veículos e cairá para 300 unidades.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região já acionou o Tribunal Regional do Trabalho e entrou com uma ação contestando a decisão da Honda. A entidade propõe uma redução na carga horária nos turnos que ainda estão em atividade, além de férias coletivas para 400 empregados por mês até dezembro.

Foto | Honda/Divulgação
Fonte | Autos Segredos

Brasil passa a dificultar a importação de carros argentinos

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Passando por uma época de economia fragilizada, às vésperas de suas eleições a Argentina vem dificultando a importação de produtos para tentar movimentar sua indústria. No entanto, isso não vem agradando nem um pouco o  Palácio do Planalto e o Itamaraty, que desde a última terça-feira sujeitou autopeças e carros prontos importados da Argentina a licenciamento não-automático para entrar no Brasil.

Até então  o desembaraço das mercadorias era imediato, mas em retaliação ao que vem sendo feito com produtos como massas, balas e chocolates importados do Brasil, o desembaraço poderá durar até 60 dias. A medida não vale somente para o país do tango, vale para todos os países para evitar atritos com a OMC (Organização Mundial do Comércio), o que poderá freiar a entrada de carros importados no Brasil.

Desde março carros à gasolina com motores acima de 3000cc ou diesel acima de 2500cc passam pela mesma restrição para entrar na Argentina, mas essa determinação afetou carros europeus, mas nenhum brasileiro. Ainda assim o governo brasileiro decidiu ir certeiro nos automóveis, afinal, consumimos 82% das unidades feitas para exportação na Argentina. Isso ainda poderá acarretar na falta de alguns carros e componentes automotivos no Brasil…

Fonte | O Globo

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