
Fernando Alonso conquistou mais uma vitória épica, saindo da 11º posição para a vitória no Grande Prêmio de Valência, na sua casa, Espanha. Mas também foi ajudado pela sorte. Sebastian Vettel teve problemas mecânicos e Lewis Hamilton bateu nas voltas finais.
Com 27º de temperatura, a largada ocorreu sem problemas com Vettel disparando na ponta como um dragster. Maldonado, agressivo como sempre roubou a terceira posição de Maldonado. Mais atrás, as duas Ferrari começavam de forma agressiva, ganhando três posições cada. Alonso de 11º para 8º e Massa para 10º.
Enquanto Vettel escapulia rapidamente à frente, Grosjean ameaçava muito Hamilton em segundo. Kobayashi também passou Maldonado e com o inglês da Mclaren muito lento pela pista, um grupo de cinco carros se juntou. A ordem era: Vettel, Hamilton, Grosjean, Kobayashi, Maldonado, Raikkonen, Hulkenberg, Alonso, Di Resta e Massa. Bruno Senna estava em 14º. Massa tentava de tudo para passar Di Resta abrindo a asa, na parte interna do circuito, mas o aumento da área em 40 metros, tentando uma maior eficácia em relação ao ano passado, não adiantou muito.
Com 10 voltas, Vettel já conseguia abrir 10 segundos para Hamilton. Mas ao invés da equipe mandar o piloto se apressar, estavam satisfeitos, o que sugeria que o inglês ia fazer uma parada a menos. Mas Grosjean finalmente conseguiu ultrapassá-lo, e abriu vantagem imediatamente. Na volta seguinte, Button num distante 12º foi o primeiro a trocar os pneus assim como Pérez, o 14º.

Na volta seguinte, é a vez de Massa, entrar trocando os pneus macios pelos médios. Raikkonen tentava de tudo para ultrapassar Maldonado num bonito espetáculo em que o venezuelano se defendia brilhantemente. Mas o piloto da Williams finalmente sucumbiu à pressão na volta 14. Ao mesmo tempo, Alonso conseguira ultrapassar Hülkenberg e trabalhava para se juntar à Maldonado.
Logo em seguida, Hamilton entra nos boxes mostrando que a estratégia não era diferente, e estava lento mesmo. A primeira rodada de pit-stops finalmente começa de fato enquanto Vettel seguia tranquilo em primeiro. Após Grosjean em quinto um impressionante grupo de 10 carros se juntou do sexto ao décimo segundo lugar, todos separados por um segundo. Alonso foi superando todos eles.
O espanhol seguia dando show, ultrapassando Di Resta e assumindo a quarta posição, sem fazer nenhum pit-stop. Perdendo ritmo, o escocês resolveu trocar os pneus também. A ordem era: Vettel, Grosjean, Hamilton, Alonso, Raikkonen, Maldonado, Massa, Hülkenberg, Button e Perez.
Bruno Senna no meio do enorme bolo recém ultrapassado por Raikkonen também era acossado por Kamui Kobayashi que o tentou superar. O brasileiro fechou a porta sutilmente, o que fez com que os dois carros se tocassem fazendo bruno furar o pneu traseiro e o japonês perder a asa dianteira. Além disso, os comissários consideraram o brasileiro culpado pelo incidente ordenaram-no um Drive-through, acabando de vez com suas chances na corrida.
No fundo do pelotão, Vergne ao ultrapassar Kovalainen jogou o Toro Rosso para cima da Caterham, fazendo com que os dois furassem os pneus. O francês voltou aos boxes soltando pedaços pela pista o que ocasionou a entrada do Safety Car.
Quem se deu mal com isso foi o líder Sebastian Vettel, que perdeu toda a vantagem que tinha conseguido. Grosjean em segundo aproveitou para realizar sua segunda parada e suas chances na corrida cresciam.

Hamilton também tentou se aproveitar do carro de segurança, mas o mecânico que trabalha no levantamento do carro não consegue tira-lo do chão, causando um enorme atraso ao inglês. Com isso Alonso ganhava mais uma posição indo para terceiro. Na 33º volta, a pista é liberada e enquanto Grosjean se preocupava com Vettel, esqueceu dos ataques de Alonso, perdendo a posição para o espanhol. Logo em seguida, a surpresa geral: Vettel tem problemas mecânicos e deixa a prova, levando o espanhol para a liderança e levando a torcida ao delírio.
Mais atrás, Massa, é tocado por Kobayashi, furando seu pneu e também tendo sua corrida inteiramente prejudicada assim como o Japonês que também seria punido pela direção de prova. Faltando 20 voltas para o final a ordem era: Alonso, Grosjean, Hamilton, Raikkonen, Schumacher, brilhante apenas com uma parada, Maldonado Hulkenberg, Di Resta, Button e Perez.
Em primeiro, Alonso tentava abrir de Grosjean, mas não conseguia. A Mclaren definitivamente não tinha bom ritmo. Enquanto Hamilton era acossado por Raikkonen, Button era ultrapassado por Pérez. A alegria de Grosjean dura pouco com o francês parando por problemas mecânicos na volta 41. Logo em seguida, Pérez conseguia superar Button. Alonso tinha três segundos de vantagem para Hamilton e Raikkonen. O engenheiro do finlandês o alertava para que se ele conseguisse passar a Mclaren, tinha uma chance de vitória com o desgaste dos pneus da Ferrari.
A Toro Rosso estava mesmo afim de perseguir a Caterham. Dessa vez foi a vez de Daniel Ricciardo acertar Vitaly Petrov, arrancando-lhe o bico e detonando o pneu traseiro do STR07. Como já era esperado, Alonso começava a perder terreno para Hamilton. Mas faltando cinco voltas, o espanhol parecia ter tudo sob controle.
No finalzinho era Hamilton que tinha dificuldades com os pneus. Com isso Raikkonen finalmente conseguiu fazer a ultrapassagem depois de tentar por muitas voltas. O inglês então começou a receber a pressão de Pastor Maldonado. Sem querer aliviar, os dois se tocaram com Hamilton indo parar fora da pista e fora da prova. O venezuelano ainda conseguiu se arrastar até a linha de chegada, onde Fernando Alonso já havia cruzado em primeiro.

Raikkonen ficou em segundo e com a batida entre Hamilton e Maldonado, Schumacher foi o terceiro, em seu primeiro pódio desde que retornou à fórmula 1 em 2010. Foi a 29º vitória na carreira do espanhol. Com o resultado, Alonso respira tranquilo na liderança do mundial, com 111 pontos. Mark Webber que chegou novamente em quarto (depois de largar em 19º) pulou para a vice-liderança com 91 e os dois primeiros antes da corrida europeia, Hamilton e Vettel caíram para terceiro e quarto com 88 e 85 pontos respectivamente.
Grande Prêmio da Europa – Classificação Final:
1º. Fernando Alonso (ESP/Ferrari), 57 voltas em 1h44min16s449
2º. Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault), a 6s421
3º. Michael Schumacher (ALE/Mercedes), a 12s639
4º. Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault), a 13s628
5º. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes), a 19s993
6º. Nico Rosberg (ALE/Mercedes), a 21s176
7º. Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes), a 22s886
8º. Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes), a 24s653
9º. Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari), a 27s777
10º. Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault), a 34s630
11º. Bruno Senna (BRA/Williams-Renault), a 35s900
12º. Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari), a 37s000
13º. Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault), a 1min15s871
14º. Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault), a 1min34s654
15º. Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth), a 1min36s565
16º. Felipe Massa (BRA/Ferrari), a 1 volta
17º. Pedro de la Rosa (ESP/HRT-Cosworth), a 1 volta
18º. Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth), a 1 volta
19º. Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes), a 2 voltas
Abandonaram:
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault), na volta 41
Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault), na volta 34
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari), na volta 34
Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari), na volta 27
Fonte | Tazio
Comentários
Todos nós esperavamos a vitória de Vettel, porém, a torcida era pra um oitavo vencedor. Não aconteceu, mais até nisso a F-1 está melhor: Se era p/ ter vencedor repetido, que fosse de uma forma mais emocionante e memorável. Foi o q aconteceu. Uma grande vitória de Alonso..
PS: Nem torço p/ alonso, e mto menos gosto dele, porém, estou na torcida por ele nessa temporada....
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