Conheça como serão os carros de 2014

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Na próxima temporada, a Fórmula 1 vai ver uma das maiores mudanças no regulamento técnico em sua história. Saem de cena os motores V8 aspirados de 2400 cilindradas e entram novamente os turbo-comprimidos V6 de 1600 cilindradas, ausentes desde 1988. Mas as alterações vão muito além do motor. Confira aqui.

O especialista em tecnologia Giorgio Piola ilustrou ao diário Auto Motor Und Sport como deverá ser o aspecto dos carros de Fórmula 1 em 2014. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) exigiu que os novos bólidos estejam mais em sintonia com o mundo ecologicamente correto da atualidade, ou seja, emitindo menos ruídos e poluentes, gastando menos combustível e se tornando (ainda) mais seguros.

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Como já mencionado, o motor será turbo, V6 de 1.6 cc. Esse tipo de propulsor é mais largo e pesado que os V8, com uma potência de 575 cv. Ao invés do Kers, dois motores elétricos chamados de MGU-K e MGU-H gerarão uma energia adicional medida em 160 cv em 33 segundos por volta. A combinação deles fornecerá 735 cv de força, o que se equivale à atualidade. O tanque encolherá. Não mais que 135 litros (ou 100 KG) de combustível serão permitidos.

A caixa de câmbio será única para toda a temporada e apenas uma mudança na relação será permitida, o que pode fazer toda a diferença num circuito veloz ou travado. Por outro lado foi colocada uma marcha a mais, passando, portanto para 8 velocidades. Tudo isso elevará o peso total de 642 KG para 690 Kg. Muitos times não utilizarão mais lastros e a pressão por pilotos menores e mais leves, tende a aumentar.

Aerodinâmica concebida por Rory Byrne

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O ex-projetista dos anos de ouro da Ferrari, Rory Byrne foi indicado pela FIA para dar a concepção geral da aerodinâmica. Antes limitada a 150 centímetros, a asa dianteira deverá agora ter 165 centímetros. O bico deverá ser mais baixo com no máximo 18,5 centímetros do solo. Esse desenho desfavorece a pressão aerodinâmica e uma forma de contornar o problema é fazê-lo o mais fino possível. Isso dará aos carros um aspecto de bico de tamanduá, de acordo com o engenheiro da Force India, Andy Green.

As caixas laterais onde estão os radiadores serão ligeiramente mais largas por causa do novo motor que exige um maior arrefecimento. As zonas de deformidade também foram padronizadas pela FIA. O escapamento será único 6×1 no centro da traseira em um ângulo de 0,5 graus para cima em um intervalo de 10 centímetros para limitar o que se pode fazer com os gases expelidos. O famoso efeito coanda não poderá ser atingido.

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O aerofólio traseiro perderá sua aleta inferior e sua fixação ficará à escolha de cada equipe. O angulo de profundidade da asa cairá de 220 milímetros para 200. A asa-móvel (DRS) terá o ângulo de abertura aumentado de 50 para 70 milímetros.

Tudo isso é para que os carros percam seu efeito mais perigoso que é a velocidade em curva, ficando cerca de 2 segundos mais lentos. E também para afetar o domínio da Red Bull, que desde 2009 está na vanguarda do regulamento técnico. Mas como sempre, os engenheiros darão um jeito bem criativo de contornar as proibições fazendo os comissários coçarem a cabeça novamente. Eles não descansam até encontrar aquele meio segundo que perderam.

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