General Motors sai da concordata

Henrique Rodriguez 10 de julho 2009

As promeças são de uma empresa completamente diferente

No início de junho, quando a General Motors avisou que sua concordata era provisória, embora vários tenham duvidado, realmente foi verdade. Fritz Handerson, presidente-executivo da marca, anunciou hoje, dia 10, que a companhia está saindo da concordata. Foi um processo relativamente rápido, de 39 dias.

Ontem, o tribunal de Falências de Manhattan aprovou a proposta de venda dos ativos da antiga GM para a nova, que segundo Henderson, será mais responsável, rápida e com uma estrutura mais enxuta. Agora ela tem obrigação de se mostrar mais competitiva no cenário automotivo americano e mundial.

Os últimos 100 dias nos mostraram que uma empresa não reconhecida por sua agilidade pode, na realidade, ser muito rápida. Começando hoje, vamos levar a intensidade, as decisões e a velocidade assumidas nas últimas semanas da batalha do processo de concordata para a operação diária da nova companhia!

Fritz Henderson

A Nova GM tem 60,8% de seus ativos pertencentes ao governo norte-americano e 11,7% ao governo canadense, devido a várias ajudas financeiras cedidas por eles durante a concordata da GM. Além deles, o sindicato dos trabalhadores da marca ficará com 17,6% e a “velha GM” terá 10% da nova.

Handerson afirmou que a Nova GM terá como compromisso fazer do cliente o centro de suas atenções, e isso inclui até uma parceria com o site eBay, para que as pessoas comprem seus carros pela internet.

Porém nem tudo foi as mil maravilhas. Para que a GM fosse renovada, marcas como a Opel, Saab, HUMMER, Vaulxhall, Saturn e Pontiac tiveram que ser vendidas ou fechadas, para sanar as dívidas conseguidas com a reviravolta econômica norte-americana. Além de também ter reduzido sua folha de pagamento.

”Next” o novo slogan da GM

A Nova GM tabalhará com 35% menos executivos e 20% menos operários, que significa a redução dos atuais 91 mil, para cerca de 64 mil funcionários. Além disso, cerca de 1.380 concessionárias de suas marcas serão fechadas até outubro de 2010, chegando a um total de 4.100 lojas, que podem reduzir para 3.600 até o final do mesmo ano.

A Nova GM desenvolverá uma nova linha de automóveis Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC, caminhões atendendo padrões de design e tecnologia que atendam aos consumidores e ao meio ambiente.

Enquanto isso, no Brasil…

Aqui no Brasil , onde a GM é representada pela Chevrolet (que bateu seu recorde de vendas em junho) pouco deverá mudar, já que, mesmo esteja ligada à matriz, ela possui independência financeira.

Há pouco tempo, Jaime Ardila, presidente da GM brasileira, afirmou um investimento de US$ 2,5 bilhões para a renovação de toda a linha de modelos até 2012.

Fonte I UOL I Autoblog I Carscoop

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