Veículos terão de ter 65% de suas peças nacionais para não ter IPI aumentado em 30%

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Com o crescente aumento nas importações de automóveis e de montadoras novatas no País, montadoras nacionais (leia-se, as que possuem fábrica no Brasil) reclamam da falta de competitividade em relação aos importados, que por sua vez já são tarifados em 35% ao entrar no país (o máximo estipulado pela OMC).

Agora ficou decidido pelo governo que todos os carros, caminhões, motos, ônibus, comerciais leves (como picapes e SUVs) e tratores fabricados no Brasil e que não tiverem mais de 65% de seu conteúdo feito no Mercosul, e de montadoras que não comprovarem investimento local em tecnologia e cumprir ao menos seis de 11 etapas de produção no país, como estampagem, pintura, fabricação de trem de força (motor e câmbio) etc, terão seu IPI aumentado em 30%. Modelos mexicanos, no entanto, não sofrerão com a medida.



No caso de automóveis com motor até 1.000 cm³ (1 litro, ou 1.0), o IPI passará de 7% para 37%. Para os veículos entre 1.001 cm³ e 2.000 cm³ (2 litros, ou 2.0), a alíquota, atualmente entre 11% e 13%, subirá para 41% a 43%. Estima-se que o impacto nos preços pode ficar entre 25% e 30%. Segundo a Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos) um carro com preço de R$ 30 mil atualmente vai passar a custar cerca de R$ 37.500.

As medidas entram em vigor nesta sexta-feira (16) e valem até 31 de dezembro de 2012. O objetivo da medida, segundo Guido Mantega, ministro da Fazenda, é proteger os fabricantes nacionais em um momento de aumento da concorrência com os produtos importados. A previsão é que a medida englobe de 12 a 15 empresas e que metade das importações tenha seu imposto elevado.

Sem sombra de dúvida a iniciativa beneficia as grandes montadoras “nacionais”, e prejudica as chinesas, principalmente JAC Motors e Chery, que era o objetivo. No entanto, outras marcas com certa relevância no mercado também serão prejudicadas, como  as coreanas Kia e Hyundai (sua fábrica apenas monta no Brasil com peças coreanas) e marcas de prestígio tradicionais e caras, como Audi e BMW. Bem, em pouco mais de um ano é impossível prever se a indústria vai ou não aumentar sua produção, mas é certo que quem perde nisso, além das importadoras, é o consumidor. E estes lançamentos anunciados esta semana, agora estão em xeque.

Fonte | Uol

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