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Confira os campeões, além de Schumacher, que voltaram à F1 após umas “férias”
Michael Schumacher, depois de dois anos e meio parado, foi convidado pela Ferrari a voltar a correr. Mas engana-se quem pensa que ele é o primeiro campeão mundial a voltar a cena depois de ficar mais de um ano parado. Fiz uma pequena lista de campeões que voltaram a ativa para novamente sentar num cockpit de Formula 1. Acompanhe:
Juan Manuel Fangio Ano das férias: 1952
O atual campeão da Formula 1 (1951), não correu oficialmente o campeonato mundial de 1952. Neste ano, o regulamento da competição era o mesmo da F2, com isso, as Alfettas ficaram impossibilitadas de usar o ‘supercharger’ em seus motores. Com isso, Fangio se viu sem carro no início da temporada oficial.
Extra oficialmente, ele participou do GP cidade do Rio de Janeiro, a bordo de uma Ferrari 166FL. Em Junho, participou de 3 corridas em 8 dias! Em Albi, em Dundrod e em Monza, mas nesta última, seu final de ano foi-se embora de uma vez por todas.
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Fangio em Spa 1955
A corrida de Dundrod foi no dia 7, e a de Monza ia ser no dia seguinte, mas Fangio perdeu a conexão do vôo, e decidiu, ele mesmo, ir dirigindo de Paris para Monza. Fangio chegou no circuito a apenas meia hora antes do início da prova, e, por causa da fadiga da viagem, sofre um grave acidente.
Na segunda volta da corrida, fadigado pelo cansaço da viagem, e disputando posições no final do pelotão, Fangio perdeu o controle de Maserati, bateu num ‘bank’ de grama e foi jogado para fora do carro, que saiu capotando. Teve inúmeras contusões e voltou para a Argentina para se recuperar. Só voltaria às provas em 1953.
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Phil Hill
Ano das férias: 1965
MRR
Phil Hill em Monza 1961
Depois de seu título do mundial de 1961, Phil Hill penou em conseguir bons resultados depois do título. O início de 62 até que foi bom, ainda pilotando o carro que lhe dera o título, Hill conseguiu 3 pódiuns consecutivos, mas depois…
Só voltou a pontuar em 1964, no GP da Grã-Bretanha, e olha que foi só um pontinho, depois disso, ele nunca mais conseguiu marcar pontos. Ao final de 1964 ele se aposentou, mas não de uma vez por todas.
No primeiro GP de 1966, ele foi convidado para ser o ‘camera car’ do clássico filme de John Frankenheimer, Grand Prix. Ele pilotou uma Lotus 25 particular, chegou a treinar, mas não conseguiu um tempo que lhe permitisse largar.
Provas depois, no GP da Itália em Monza, novamente lá estava Hill querendo voltar pilotar. O carro da vez era a Eagle AAR101, mas ao invés do bons motores Weslake V12, seu AAR estava equipado com um motor Clímax de 4 cilindros em linha. Aí seria pedir demais para que ele se classificar em Monza com um carro com 8 cilindros ‘a menos‘ que os outros não é?
Geza Sury/Forum Autosport
Última tentativa de Hill. Monza 1966
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Niki Lauda
Anos das férias: 1980-81
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Niki Lauda na sua época de Ferrari
Talvez as mais conhecidas férias que um piloto de Formula 1 teve, Lauda, que já era bi-campeão mundial (1975/1977). Assim como fez anos antes, saindo da Ferrari e indo para a Brabham sem pestanejar, Lauda não pensou duas vezes e parou de correr no final da temporada de 79.
Abriu uma empresa de aviação, mas precisando de dinheiro para mantê-las, o austríaco aceitou a oferta de Ron Dennis e foi correr pela equipe que mais ascendia na categoria, a McLaren. Abandonando as séries “M”, Ron Dennis junto com a maestria de John Barnard, iniciaram o ‘Marlboro Project 4’, que foi um dois mais bem sucedidos projetos da Formula 1.
Em 1982, Lauda se uniu com a McLaren e já pilotando o novo bólido de Barnard, já consegue duas vitória no seu ano de reestréia. Mas foi em 1984 que Lauda foi coroado. Ficando nada mais nada menos que 9 vezes entre os 2 primeiros colocados nas corridas, Lauda desbancou por meio ponto o seu companheiro de equipe, Alain Prost.
Já trí-campeão, e com 36 anos de idade, correu sua última temporada na categoria ostentando o número ‘1’ em seu carro, chegou a vencer uma corrida, mas levou surra de Alain Prost e se aposentou definitivamente da Formula 1.
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Long Beach 82, sua primeira vitória depois da volta
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Alan Jones
Anos das férias: 1982/1984
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GP dos EUA em 1978
Campeão da categoria em 1980, o australiano Alan Jones foi outro daqueles ‘pilotos-campeões’ que voltaram a ativa após lhes oferecerem uma “boa” oportunidade de emprego. Sua primeira aposentadoria foi finalizada com chave de ouro, após vencer o GP de Las Vegas nos EUA de 1981.
Em 1983, depois de 1 ano parado, aceitou o convite de pilotar a equipe Arrows. Pilotou em dois Gp’s, mas somente um válido pelo mundial. No GP da volta, teve problemas físicos por causa do calor, e não conseguiu completar a prova disputada em Long Beach.
Semanas depois, participou da última edição da Race of Champions. Numa minguada prova, finalizou novamente sua carreira indo ao pódio, desta vez, na 3ª posição.
Descansou 2 anos, para no final de 85, embarcar no mais novo projeto de equipe de Formula 1, a da americana Team Haas. Em 85 a equipe participou de 4 GP’s para aclimatização às corridas, para que, no ano seguinte, “mandasse ver” nas concorrentes.
Em 86, Jones teve como companheiros de equipe Patrick Tambay e Eddie Cheever, este último, apenas por uma corrida. Jones marcou míseros 4 pontos, e, pela 3ª vez se aposentou da Formula 1, mas dessa vez, realmente em definitivo. Ah, a Hass fechou as portas no final deste mesmo ano.
Antony Fosh
Em Brands Hatch em 1986 com a Lola Haas
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Alain Prost
Ano das Férias: 1992
singaporegp.org
Em 1990 na Ferrari: Fase ruim começa
Após penar com o desempenho fraco de sua Ferrari em 1991, e criticar a organização Ferrarista, Prost foi sacado do time antes mesmo da temporada acabar. Pouco antes do GP da Austrália de 1991, Prost era despedido da equipe, e Gianni Morbidelli era eleito para correr a última prova do ano.
Com todas as portas já fechadas, o equipe que ainda lhe restava uma vaga para a temporada era a Ligier. Prost testou o carro alguns dias, mas resolveu ficar no banco de reservas, para voltar em 1993 na Williams com todo o estilo possível.
Quando Prost chegou, era a vez de Mansell sair. O inglês deixava nas mãos de Prost o melhor carro (disparado) da categoria. E com as atualizações que Patrick Head e Adrian Newey fizeram, o carro era simplesmente imbatível.
O Francês não deu chances para ninguém naquele ano. Somente Senna que se engraçou no início da temporada, mas o professor pilotando um carro daqueles não poderia ficar em outra posição no campeonato que não fosse o mais alto. Com o tetra-campeonato, Alain Prost se aposenta de vez.
F1-facts
Não teve dificuldades de conquistar o tetra com a ‘Williams de outro mundo’
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Nigel Mansell
Ano das férias: 1993
Panoramio
Seu início de carreira na Lotus
Após destruir, aniquilar e devorar seus concorrente em 1992, o leão quis provar outros ares e se mandou de ‘mala e cuia’ para os Estados Unidos. lá, se juntou a Emerson Fittipaldi, Paul Tracy, Bobby Rahal, Mario Andretti, Al Uner Jr., Arie Luyendyk entre outros, fazendo desta temporada, uma das mais fantásticas da Cart.
Mansell já chegou vencendo prova na categoria, e, no final do ano, foi coroado com o título do campeonato. Em 1994, já não teve o mesmo brilho, conseguiu 3 pódios, mas já começava a arrumar richas com ídolos nacionais por lá.
Com isso, somado com a vontade de voltar e ajudar sua ex-equipe, Mansell atende o chamado da Williams de escoltar Damon Hill na caçada rumo ao título. Mansell pilota as 3 últimas provas do ano (também disputou o GP da França no meio da temporada).
Nigel já chegou criando um reboliço. Seu salário era de 900 mil libras por corrida, enquanto o do candidato ao título, Damon Hill, era de apenas 300 mil libras por toda a temporada(!).
É neste período que Mansell consegue sua última vitória na F1, é no controverso GP da Austrália, quando os candidatos ao título se enroscam pelo caminho, deixando cair a vitória no colo de Mansell.
Em 95, sem vagas disponíveis na Williams, Mansell parte para a McLaren, que vinha em forte descenso. Nigel perde as duas primeiras provas do ano, simplesmente por não caber no cockpit da McLaren, e quando ele aparece para disputar o 3º GP do ano, San Marino, um fiasco acontece.
Bem aquém do que se estava acostumado no final da década de 80 e inicio da de 90, Mansell pena para aguentar o esforço de um GP. Beirando os 42 anos, Mansell faz feio nas duas corridas que disputou em 95 e dá adeus a F1.
Sutton
Mansell na Espanha em 1995
Fontes | Wikipedia (Vários), Ddavid, Forix, Forum Autosport, Continental Circus, Prostfan, F1 Nostalgia, nigelmansell.co.uk
Comentários
Não sabia que o Nobert Haug tinha trabalhado na Williams...
Nem eu hauahuahau
Era Patrick Head que eu queria dizer
Abraços
Será que poderemos considerar um "recesso" o Mario Andretti em 1982, antes de voltar pela Ferrari por causa do acidente do Pironi e o Jacques Villeneuve em 2004, antes de voltar pela Renault por causa da demissão do Trulli?!?!?
Ao invés de "Marlboro Project 4", não seria McLaren Project 4?
É Marlboro mesmo Ernesto,
E esse projeto surgiu antes até da F1. Esses projetos começaram na equipe de Ron Dennis F2, e ganhou renome depois que ele entrou no lugar de Teddy Mayer an McLaren em 1980.
Mas não digo que é errado escrever McLaren Project Four, ou ainda Dennis Project Four... No final das contas, todos apontam para um memso lugar
Abraços
- Legal a matéria !- Muito boa !- Os bons filhos a casa tórnam!- - Mas cadê os outros tópicos!- Que são Equipes e scuderias, pilotos, Gps Historicos, Carros historicos e outros assuntos!- - Fico grato em participar deste blog e outros também !- - Um abráço a todos!- - Obs:- Que o Barrichello dê um certo troco no Shumacher por certas e recentes coisas e fatos que beneficiaram o Alemão!-
- Os Marcadores voltaram !- Adóro o Fórmula 1 - Um Nostalgia!-
Edgar , O Barrichello pode jogar uma mola na cabeça dele também né não !!!!
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